Entre estações e entre versões
Lulu SedaExistem fases em que parece que nada mudou por fora,
mas por dentro… um montão de coisas já começaram a se reorganizar.
Não é mais verão intenso.
E ainda não é inverno definitivo.
É o meio.
Esses dias eu me peguei pensando que talvez seja exatamente aí que a gente mais se transforma.
O mundo interno muda... devagar.
Sem anúncio. Sem exagero.
De um jeito constante.
A gente se perde.
Se encontra.
Se reencontra.
Se perde outra vez.
E continua.
Porque não viramos outra pessoa da noite pro dia. É mais sutil que isso.
De repente, aquilo que antes fazia sentido já não encaixa tão bem. E o que antes parecia fora de moda, agora parece originalidade.
E aí percebemos que já não somos as mesmas.
Essa maturidade vai chegando calma e silenciosa... A gente vai se alinhando e vai ficando mais coerente com quem se tornou.
Deixa de ser menina, mas sem perder a leveza. Cresce, mas sem endurecer o coração. Descobre que elegância não é esforço. É consciência de si e de todas aquelas coisinhas que às vezes fazem sentido só pra você.
A mulher que atravessa esse portal não faz barulho.
Mas quando chega do outro lado… é impossível não perceber!
O Dia da Mulher sempre me faz pensar nos portais que já atravessei e nos que ainda me esperam.
Alguns se abrem quando estamos prontas.
05 de março. 20h. SALVE ESSA DATA.